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quem-e-carlaEm 1981 começou a capoeira, 2 anos depois conquistou seu primeiro título brasiliense na modalidade. Em 1985, com o objetivo de melhorar os seus golpes de capoeira, Carla Ribeiro iniciou os treinamentos de Karate. E depois disso, a história dessa modalidade no país nunca mais foi a mesma.

O sucesso no Karate, em três diferentes entidades internacionais (Tetracampeã mundial na WKO, Vice-campeã mundial na WKF, Campeã na Naska), levou a campeã a aceitar um novo desafio, o kickboxing. E em 1991 conquistou o inédito título, no circuito feminino brasileiro, de Campeã mundial de Kickboxing. Mas não se limitou a este podium e vieram outros quinze títulos mundiais no karate.

E limite é algo que parece não fazer parte do vocabulário de Carla. Atualmente, ela é hoje a mais premiada artista marcial do país: CAMPEÃ MUNDIAL DE KICKBOXING, TETRACAMPEÃ MUNDIAL DE KARATE e RECORDISTA DO GUINNESS BOOK 98.

Mostrando-se talentosa no vídeo, Carla tem sido convidada a participar de filmes de curta e longa metragem, onde tem se revelado uma promissora atriz.

Em Los Angeles, Carla já lançou três fitas de vídeo apresentando seus conhecimentos marciais através de um sistema de treinamento que ela própria desenvolveu, a Cardiocapoeira.

Convidada por algumas emissoras para apresentar quadros em programas televisivos, Carla tem dado consultorias de saúde e sucesso pessoal.

Experiência

Em 1996 eu tive um grande desafio: Ganhar mais uma vez o Campeonato Mundial de Karate. Sabia que seria mais difícil do que das vezes anteriores, teriam mais competidoras, e as minhas lutas eram analisadas pelas minhas adversárias, enquanto elas eram uma incógnita para mim.

O fato de saber que teria lutas mais árduas motivou-me nos treinamentos. Nos meses que antecediam a competição, nada conseguia me desanimar, nem mesmo os muitos problemas familiares que estavam me assolando e que normalmente me abalariam. Meu objetivo era muito claro: Ganhar o campeonato mundial e ser a melhor lutadora do evento!

Os treinos eram intensos, minha preparação física estava ótima, minha musculatura muito forte e emocionalmente eu estava decidida: iria ganhar o Mundial. Lutava no dojô e fora com patrocinadores através de projetos que demonstravam o retorno que eu dava na mídia nacional e internacional, bem superior ao patrocínio, e quais as vantagens de se investir no esporte. Mas o empresariado local sempre enxergou menos do que o necessário, e meus patrocínios normalmente vinham de fora.

Na véspera do campeonato, depois da pesagem, quando ia me levantar senti mais forte a dor na região lombar. Uma dor que estava me incomodando um pouco, mas que naquele momento veio como uma agulhada. Não falei desta dor a ninguém, não queria de maneira alguma passar ansiedade para os colegas, mesmo porque aquele era um problema físico e não fruto de ansiedade. Fui para o meu quarto, abri só a água quente na banheira e entrei, passei uma pomada e dormi tranqüila, anestesiada. Lembro-me das várias lutas que fiz, da expressão das minhas adversárias, de como consegui prever muitas vezes as suas entradas e sobrepor a minha técnica. Foram 22 lutas invictas. Ganhei 6 troféus e o título de melhor atleta do mundial. Mais tarde, dito feito, foi registrado no GUINNESS BOOK, o Livro dos Recordes.

Creio que podemos fazer grandes transformações em nossas vidas quando lutamos pelo que queremos com fé.

livro

 

LIVRO POBREZA POLÍTICA E DOMINAÇÃO: O CASO DO CARATÊ BRASILEIRO.

Para denunciar as estruturas fechadas de poder no circuito de lutas no Brasil, que dificultam o acesso dos jovens lutadores, Carla Ribeiro escreveu o livro “Pobreza Política e Dominação, o caso do caratê brasileiro”.

A autora destaca a submissão acrítica de atletas de alto nível a dirigentes autoritários que se perpetuam no poder. Para essa análise sociológica, a campeã utilizou o conceito do doutor e sociólogo Pedro Demo, Pobreza Política, que significa a incapacidade de perceber a condição de massa de manobra e a possibilidade de se confrontar com ela.